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terça-feira, 13 de maio de 2014

Porque o cabelo dos bebês caem?

Postado por Lívia Andrade às terça-feira, maio 13, 2014 0 comentários

Você sabia que é normal os bebês perderem o cabelo nos primeiros seis meses?
Essa calvície gradativa normalmente é atribuída a fatores hormonais.
Antes de nascer, o feto possui alta concentração de hormônios sexuais, provenientes da mãe e depois do parto esses níveis caem e o cabelo do bebê cai junto. (fonte: Baby Center)  http://brasil.babycenter.com/a1500166/queda-de-cabelo-no-beb%C3%AA#ixzz31DaerSqV

Isso também acontece porque o ciclo capilar tem três fases: crescimento, repouso e queda.
Nos recém-nascidos, todos os folículos capilares entram no período de repouso ao mesmo tempo e, portanto, caem ao mesmo tempo

Só que nem sempre todo o cabelo cai, as vezes cai apenas uma parte.
Com Henrique foi tão engraçado porque ele nasceu cabeludinho e logo após os cabelos começaram a cair, só que apenas na parte de cima da cabeça, fazendo com que ele ficasse calvo e isso me lembrava o Benjamin Button (o filme com Brad Pitt):


Tadinho! Não há nada que possamos fazer, a não ser ter paciência para que o cabelo cresça novamente. Ainda bem que o cabelo cresceu logo e ele ficou lindão.

Henrique nasceu com um monte de cabelo, escuro e liso, e o cabelo foi caindo aos poucos, enchendo o travesseiro dele de cabelo. Por isso, precisávamos sempre trocar a fronha.

Quando o cabelinho novo nasceu, ele veio um pouco mais claro e tão fino quanto antes. É normal que o cabelo novo venha totalmente diferente, tanto na cor quanto na textura (mais fino, mais grosso, crespo).

Se o seu filho estiver totalmente careca, não se preocupe! Muitos bebês são carequinhas, e às vezes ficam assim até depois do primeiro aniversário e se você olhar bem de perto, provavelmente vai enxergar um cabelo bem fininho.  E bebê carequinha é lindo!!!! :)

A queda apenas é preocupante quando em excesso e depois dos 6 meses, devendo ser informada ao pediatra, porque pode indicar um problema nutricional ou uma doença.

Beijocas e boa semana. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Bolsa Térmica: remédio para cólicas e gases

Postado por Lívia Andrade às terça-feira, abril 29, 2014 1 comentários
Desde muito cedo Henrique sofreu muito com Prisão de Ventre e Gases. O sofrimento não era maior porque tínhamos uma rotina séria de alimentação, exercícios e BOLSA TÉRMICA.



A Bolsinha térmica era colocada 2 vezes por dia, ao menos, por cinco minutos, virando para não deixar esquentar demais e no mesmo local! O calor favorece a vasodilatação, facilita o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura, diminuindo o desconforto abdominal. Por isto, ajudam também a diminuir o desconforto das cólicas. No caso de Henrique, era como se ajudasse no funcionamento do intestino e o uso regular diminuia as dores consideravelmente.

Num fim de semana, Henrique com 15 dias de vida, o clima esquentou e eu deixei de usar. Erro fatal! 2 dias depois Henrique começou a ter cólicas horríveis e eu não parei mais o uso da bolsa térmica até ele completar 4 meses, mesmo em dias muito quentes, optando por colocar a bolsa a noite. 

Quando Henrique fez 4 meses, introduzimos os sólidos e os gases cederam muito e a prisão de ventre quase que sumiu!

A Bolsa térmica não deve ser colocada no bebê sem uma rígida supervisão. O bebê pode se mexer, a bolsa mudar de local e queimar o bebê. Bolsas térmicas a base de água devem ser evitadas. As em gel sem coberturas devem sempre ser acompanhadas de fraldinhas. Tenha sempre o cuidado de testar a temperatura do tecido ou da bolsa, na parte de cima da sua mão, onde a pele é mais delicada.

Se você estiver precisando urgente da bolsa, a esqueceu em uma viagem ou algo assim, pode optar por compressa passando ferro numa fraldinha e colocando-a ainda quente sobre a barriga da criança (vestida para não ter risco de queimar - lembre-se que a pele do bebê é muito sensível).

Hoje existem vários modelos de bolsinhas térmicas para uso específico em bebês. Eu ganhei uma dessas de uma prima querida, da marca UATT:
http://www.taguatingashopping.com.br/blog/tag/uatt/

O Bichinho Termofofo vem com uma bolsa em gel dentro que aquece em apenas 30 segundos no microondas - modernidade total. O melhor: a bolsa em gel fica mega protegida e nunca ficou quente demais. O Tamanho normal custa R$ 69,90 e o baby custa R$ 49,90. A minha é tamanho normal!

Usamos muito até hoje, pois, com a introdução dos sólidos, as vezes um alimento novo dá gases, como foi o caso recente do espinafre, ou a "evolução" (ou involução) do paladar de Henrique passa a selecionar alguns alimentos e rejeitar ricos em fibra que antes ele comia muito, como o mamão (ainda bem que a ameixa e o abacate são muito bem aceitos).

Uso, adoro, acho linda e recomendo!!!

Beijocas e boa semana.

quarta-feira, 5 de março de 2014

É dente?! - remédios e pomadas

Postado por Lívia Andrade às quarta-feira, março 05, 2014 1 comentários
Primeiros dentes
Vamos continuar a série sobre o nascimento dos primeiros dentes de Henrique. Hoje ele está com 2 dentinhos e rompendo o terceiro.
No primeiro post É Dente?!, falei sobre os mordedores que fizeram sucesso por aqui.
Nele falei sobre todo o nosso sofrimento no terceiro mês de Henrique, já que ele não conseguia sugar a mamadeira. As gengivas estavam bem inchadas e ele tinha alguns sintomas de dentes, como babação, coceira, dor, dificuldade para comer. Mas, na verdade, os dentes estavam muito em cima. E o sofrimento era bem maior do que pensávamos que seria.
Mas, ainda bem, quando Henrique fez 4 meses e tomava leite artificial, por recomendação das pediatras, fizemos a introdução dos sólidos, como falei em diversos post aqui no blog (confere os posts sobre A Introdução dos Sólidos).
Foi um alívio, ele recebeu super bem os novos alimentos e aquilo que achávamos que era dor, era muito mais irritação por não conseguir comer.
Não que tudo tinha ficado uma calmaria, mas os choros e as noites muito mal dormidas, se foram por um bom tempo.
Ainda assim, nesse mês caótico, testamos alguns remédios que voltamos a usar no sexto mês.
Primeiro, o Tylenol. Mas só usávamos quando o choro não parava de jeito nenhum, já que o remédio é hepatotoxico e deve ser usado com cautela e em ultimo caso.
Já que Henrique não dormia bem, várias amigas me indicaram o CAMOMILINA C. Conversei com a pediatra e a ela disse para testar, afinal é natural.
Camomilina c

Foi a melhor coisa que nos aconteceu. Que maravilha! Henrique passou a dormir melhor!
Ele é comprimido, mas você abre ele e despeja o pó na mamadeira ou comida. Se você amamenta, pode extrair o leite para usar o remédio. Atenção: vi informações de que foi proibida a venda do Camomilina C, por problemas na licença do laboratório em fabricar o remédio. Não consegui confirmar no site da ANVISA. Mas aconselho a quem deseja utiliza-lo que cheque a informação antes.

Também considerado um remédio, a Orajel é uma pomada anestésica usada para essa fase de nascimento dos primeiros dentes.
Orajel
Algumas explicações são fundamentais nesse produto. Essa pomada é um sucesso americanos e muitas mães recomendam. Não posso dizer que minha Pediatra recomendou, já que ela nem conhecia, mas em um determinado momento ela disse para eu tentar uma pomada anestésica e eu tinha essa. Ela só recomendou porque o nosso sofrimento era grande demais.
Mas não valeu a pena! Primeiro, não notei muita melhora nos dias em que Henrique aceitou a massagem com essa pomada. Ela grudava no meu dedo e se tornava difícil de espalhar. Segundo, nos dias que estava pra romper o dente, não houve quem fizesse Henrique abrir a boca para aceitar a pomada. Quem sabe quando ele tiver maiorzinho e entender o benefício da massagem?

Mas, nem toda pomada teve esse efeito frustrante aqui. Ganhei dos meus pais a pomada Mitosyl.
Eu adorei essa pomada. Desde o início, Henrique deixava eu passar sem problemas e eu sempre notava melhora, especialmente quando passava antes das mamadas. Quando ele via a pomada, já sorria..

A Mitosyl Bálsamo Primeros Dientes é natural e foi aprovada (quanto a composição) pela futura dentista de Henrique.
Pra quem tiver a oportunidade de comprar, vale a pena, talvez dê certo aí.

Outro remédio natural que deu certo aqui foi o teething tablets.



Ele é semelhante a Camomilina C, mas nele mesmo tem a recomendação de usar por apenas 7 dias. A composição não é igual, mas usei, pois tinha comprado achando que era um mordedor (a louca, desorientada) e o camomilina acabou em dias bem difíceis aqui. Então, testei. O efeito foi igual ao da camomilina. Usamos 7 dias. Aí voltei para o Camomilina, já que esse sim foi indicado pela pediatra.
Nos dias que o dente estava pra romper, não consegui colocar a pomada, tive que recorrer algumas vezes ao tylenol e só a camomilina c ajudou num sono melhor! Pense num remédio que não falta aqui em casa.
Lembrem: remédio só com prescricao da pediatra.
Existem várias formas de não deixar o filhote com dor. Se informe, converse com o pediatra e descubra o que funciona por aí.
Beijocas e boa quarta-feira de cinzas.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Desvio no Olhar do Bebê

Postado por Lívia Andrade às sexta-feira, janeiro 31, 2014 0 comentários
 
Quarta-feira fomos à Oftalmo-Pediatra. Há pouco mais de um mês notei um desvio no olhar de Henrique, depois que minha irmã chamou a atenção. Ela estava olhando ele assistir o DVD no notebook e um olhinho estava bem certinho, mas outro estava mais pra dentro. 
 
Depois desse dia, passei a prestar mais atenção. Meu marido falou que tinha notado, mas que achou que estava dentro do tempo normal para se corrigir.
 
E estava. Pesquisei sobre o assunto. Normalmente esses desvio se corrigem sozinhos até o bebê completar o 7º mês. Encontrei alguns sites que diziam que isso poderia ser corrigido apenas até o quarto mês. Confirmei, no entanto, com a Pediatra e agora com a Oftalmo Pediatra e ambas me informaram que até o término do 6º mês esses desvios são bem comuns e naturais:
 
"Logo que nasce, o bebê ainda não “aprendeu” a enxergar  e nem a coordenar os músculos que movem os olhos. É comum o recém nascido desviar os olhos, ora para dentro, ora para fora. Em torno de 3 meses de idade, o bebê começa a fixar o olhar e os olhos começam a ficar mais alinhados. Após os 6 meses de idade, o bebê NÃO DEVE DESVIAR MAIS OS OLHOS. O bebê aprende a enxergar com os 2 olhos ao mesmo tempo, isto é, juntar as imagens que vem dos dois olhos e percebê-la como uma imagem única em 3 dimensões até os 2 anos de idade.  A visão continua seu maturamento até os 7-9 anos de idade, quando então a criança já tem a visão de um adulto.  O “grau” que a criança possa ter vai variar com o crescimento, e podem ocorrer variações até os 21 anos ou até mais tarde." (Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica)

Para a consulta, Henrique teve que dilatar a pupila. É exatamente como acontece conosco nos exames, pinga uma gotinha de colírio em cada olho 3 vezes! Todas as vezes ele chorou um pouco, mas na terceira, quase não conseguimos colocar no olho direito. Foi difícil, ele chorou muito e depois ficou inquieto até entrar no consultório da médica. Devia estar incomodando muito o olho dilatado. Tentei todas as brincadeiras e brinquedos favoritos, mas nada o distraia completamente, nem o acalmava. Ainda bem que o consultório estava repleto de brinquedos e ele deve ter gostado da Oftalmo, porque ficou quietinho lá.
 
A médica examinou bem Henrique e olhou fotos. Para minha surpresa, ela disse que Henrique não tem desvio. No entanto, recebi várias dicas para reconhecer desvios e vim compartilhar. Uma das fotos que mostrei foi essa:
 
Na foto (quase um auto-retrato, não parece?!!), pra mim, o desvio de Henrique era claro.

Para ela, no entanto, essa é uma foto clássica que mostra como nós pais podemos nos enganar.
 
O problema que me levou a enxergar um desvio, é que Henrique não está de frente. Ele está levemente inclinado. Prova disso é que as orelhas dele aparecem na foto em níveis diferente. A orelha direita aparece mais e, por isso, parece existir um desvio no olho esquerdo.
  
Por recomendação, voltaremos daqui há 3 meses. Afinal, a médica  considera muito a opinião dos pais, que estão muito mais tempo com o bebê.

Mas olhando melhor agora, atento as dicas que recebemos, também achamos que ele não tem desvio.
 
Nas fotos que realmente mostram desvios, o bebê deve estar bem de frente. As orelhinhas estarão bem 'emparelhadinhas', mostrando as duas direitinho.
 
Outra dica muito relevante, é que se o desvio é divergente, normalmente é de fato um desvio, enquanto o convergente, pode ser um pseudoestrabismo:
 
 
O Pseudoestrabismo é uma condição que simula presença de estrabismo. Na maioria das vezes, ocorre a “impressão” de que a criança desvia os olhos para dentro embora os olhos estejam alinhados. Esta impressão é causada por pregas de pele verticais e base do nariz alargada, característica facial normal de muitos bebês chamada Epicanto. À medida que a criança cresce, a base nasal vai ficando mais estreita e menos “achatada” e a aparência de desvio vai desaparecendo. 
 
- A primeira avaliação oftalmológica deve ser feita ao nascer, antes da alta, pelo pediatra (TESTE DO OLHINHO) - No nosso caso, foi feita após a saída do Hospital.
ƒ- Nos 2 primeiros anos, uma avaliação oftalmológica completa a cada 6 meses, de preferência com um oftalmo-pediatra. ƒApós, uma avaliação oftalmológica completa anual, pelo menos até os 8-9 anos, de preferência com oftalmo-pediatra.
- ƒA avaliação realizada na escola não é completa!
 
Como posso diferenciar o Pseudoestrabismo do Estrabismo Verdadeiro?
Eu acho que a melhor forma de ter certeza é levando ela para o médico especializado. Ele fará um exame simples, colocando a luz de uma lanterninha apontada para os olhos do bebê, ou, se a criança for maiorzinha, pedir para que ela olhe para a luz. O reflexo da luz deve ser visto na frente das pupilas (o pretinho no centro da parte colorida dos olhos), e de forma simétrica.   Se a criança tem estrabismo verdadeiro, os olhos não estarão alinhados e o reflexo irá aparecer em lugares diferentes em cada olho: provavelmente cairá sobre a pupila em um dos olhos e mais lateral ou mais medial à pupila no olho desviado.
 
Fiquem de olho nos olhinhos de seus bebês e crianças. Cuidem da saúde deles.
 
Bom fim de semana e Beijocas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Introdução dos Sólidos na prática - Conhecendo a colher.

Postado por Lívia Andrade às segunda-feira, dezembro 16, 2013 1 comentários
A Introdução dos Sólidos sempre me deu um pouco de medo. Lembro sempre de um amigo do trabalho que falava que fazia tudo com sua filha, trocava fraldas, limpava cocô, mas não dava comida.

Sempre me vinha a cabeça mais ou menos essa imagem:


Não foi por outro motivo que li tanto sobre o assunto, como já falei no primeiro post da série "Introdução dos Sólidos na Prática"!

O cardápio que a Pediatra indicou para Henrique era:


Mas como eu ia viajar no feriado, apenas 3 dias depois do início da introdução dos sólidos, decidi começar leve e apenas 1 das refeições ser frutinha. Quando retornasse do feriado, faria o cardápio completo.

O primeiro dia que ofereci um alimento sólido à Henrique foi 11/11/13 e, por indicação da pediatra, escolhi o mamão. O mamão é bem facilzinho de transformar em papinha, basta dar uma leve raspadinha e pronto, comida pronta!

Mas, coitado! Ele não sabia pra que serve a colher, não abria a boca, se estressou!!!
Esse foi o grande problema!!! Não era comer, mas sim entender pra que a colher servia, abrir a boca para que eu colocasse a colher.

Engraçado que a Pediatra tinha falado para eu colocar a comida no meio da língua, caso contrário, ele empurraria por reflexo. Tudo bem, eu até colocaria lá no meio da língua, desde que ele ABRISSE a boca!!! E não parecia algo que ele estava a fim de fazer! Mesmo quando ele abria um tiquinho, não tinha espaço para a colher entrar!!!

Mas imagina mesmo, você só come sugando um peito ou uma mamadeira, um bico de toda forma, só líquido e querem, de uma hora pra outra, que você coma numa colher, abrindo a boca para algo totalmente diferente, tanto cheiro, como formato e gosto! É bem difícil pra eles, não é?!

E eu já tava meio triste, mas aí, a santa Graça que me ajuda aqui em casa, me deu a ideia de dar um pedaço do mamão pra ele chupar e sentir o gosto!! Então, foi aí que usei a redinha:


Dei o pedacinho da fruta na redinha e ele apertava, se molhava todo, e eu com 'nojinho' do mamão. Até que Graça colocou a mão, e empurrou na boca dele e ele abriu a boca!!! Eh!!! Decidi deixar todo o meu nojo com certos alimentos de fora e colocar a mão na massa! E fiz isso, coloquei na boquinha dele e espremia!!! Ele então deu umas chupadas, umas mordidas, ficou todo sujo e ainda arrotou no final! Sinal que comeu bem, né?!! É, mais o maior sinal mesmo é depois, o cocô com o maior cheiro de mamão!! ahahahhaah

Nos 2 dias que se seguiram, fiz a mesma coisa, comecei com a colher, até ele se enfezar e eu ir pra redinha!! Sujeira feita, em seguida íamos para o banho!!!

No 4º dia, já no feriado, resolvi trocar a fruta e passei para a maça! Comprei aquela maça importada bem vermelha e, pra nossa sorte, bemmmm doce! Fomos logo para a colher e... Henrique abriu o bocão e comeu meia maçã. Isto, porque a maça era enorme e resolvi parar, afinal, tem toda a questão do teste de alergia - você deve começar com um pouco do alimento no primeiro dia, um pouco mais no segundo e no terceiro dia em diante, até sobrar no prato!!!

Gente, é incrível, ele abria o bocão e ia pra cima da maça! A partir daí, tudo foi farra! Ele não se suja quase, apenas da aguinha da fruta! Uma delícia!!! Ainda hoje é a fruta preferida!!!

Sei que já já esses dias de limpeza e calma na alimentação vão passar (já estão passando na verdade), por isso, enquanto isso, aproveito bastante!


Já que as coisas por aqui vão muito bem, as maiores dicas que posso dar para esse comecinho são:

1. Não tenha medo, o começo é bem mais fácil do que se imagina, basta apenas paciência.

2. Tenha a redinha. Realmente acredito que foi ela que fez Henrique entender que existe outros sabores além do leite! Além disso, a redinha será sempre útil, principalmente para ajudar a passar a coceira dos dentes!

3. Ofereça todos os alimentos (que a pediatra permitir) ao seu filho, independente se você gosta ou não. Meu paladar não é diversificado, mas o de Henrique já é muito mais que o meu, graças a isso. Não sou eu que determino o que ele come. Dentro do que ele pode, ele escolherá o que quer comer.

4. Não espere seu filho estar morto de fome para oferecer a comida. Ele estará faminto e se estressará muito mais fácil por não ter a mamadeira. Nem o deixe tão sem fome que não tenha interesse em provar a comida. O ideal para ele começar aceitar a colher, seria num horário entre as mamadas...

Nos dias seguintes, passei a notar que ele parava de comer principalmente porque cansava da posição, não porque não queria mais comer!!! E decidi comprar um cadeirão!!! O próximo post, será sobre essa busca pelo cadeirão bom e barato!! Difícil?! É sim!!! Muito!! Logo, logo conto por aqui!

Beijocas. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Introdução de Hábitos Saudáveis para o Bebê

Postado por Lívia Andrade às segunda-feira, novembro 25, 2013 1 comentários
Nathália Moura

Bom dia! Hoje é um dia muito especial aqui no Mainhaholic, pois venho apresentar nossa Colaboradora, a Nutricionista linda e competente Nathália Moura.
Muito feliz com sua participação aqui no Blog Nathália, obrigada por dedicar um pouco do seu tempo para nós.
Aqui em casa estamos na fase de introdução dos sólidos e a primeira matéria dela aqui no blog não poderia ter uma assunto diferente, não é?
E nada melhor do que alguém que entende do assunto! Então, vamos lá, com a palavra... A Nutricionista!




Introdução de Hábitos Saudáveis para o Bebê 
 
            Este material foi elaborado para vocês, mamães, no intuito de auxiliá-las com orientações sobre a promoção da alimentação saudável de seus bebês. Nesta fase, são bastante comuns as dúvidas, dificuldades, receios e ansiedades das mães.

            Segundo o Ministério da Saúde, recomenda-se aleitamento materno exclusivo até o 6º mês, ou seja, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento. A partir daí, o organismo do bebê já está se preparando para receber outros alimentos, os chamados alimentos “complementares”. E se ainda esses são preparados exclusivamente para a criança, são chamados “alimentos de transição”.

            Lembrando que a alimentação complementar, como próprio nome diz, deve complementar a oferta do leite materno e não o substituir. Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais. Pois o leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças.

            A introdução de alimentos complementares para crianças amamentadas deve iniciar aos 6 meses, de forma lenta e gradual, e ainda requer calma, paciência e determinação da mamãe. Já aquelas crianças que não são mais amamentadas, e recebem fórmulas lácteas, a recomendação geral é iniciar a introdução dos novos alimentos aos 4 meses, porém muitos desses casos requerem atenção individualizada.

            Apesar de o processo ser natural, algumas crianças podem apresentar resistência, já outras se adaptam facilmente. Entretanto a primeira recusa não significa rejeição. Devemos oferecer várias vezes, buscando outras formas para ofertar o mesmo alimento.

            Com a introdução dos alimentos de transição, torna-se necessário que nos intervalos a criança receba água (tratada, filtrada e fervida).

            Para iniciar as ofertas, no caso das crianças amamentadas, devemos oferecer papinhas três vezes ao dia (papa de fruta, papa salgada e papa de fruta), pois contribuem com o fornecimento de energia, proteína e micronutrientes, além de preparar a criança para a formação dos hábitos alimentares saudáveis no futuro. Ao completar 7 meses deve ser acrescentado ao esquema alimentar a 2ª papa salgada. 

·         Esquema para introdução dos alimentos complementares para crianças amamentadas



                O esquema para crianças já desmamadas, em geral, deve ser diferencial:

·         Esquema para introdução dos alimentos complementares para crianças desmamadas



            A papa salgada deve conter um alimento do grupo dos cereais ou tubérculos, um dos legumes e verduras, um do grupo dos alimentos de origem animal (frango, boi, peixe, miúdos, ovo) e um das leguminosas (feijão, soja, lentilha, grão de bico).



            No início os alimentos oferecidos à criança devem ser preparados especialmente para ela. Cozinhando apenas para amaciá-los, devendo sobrar pouca água na panela. Depois de cozidos, amasse-os com o garfo, deixando com aspecto pastoso (papa/purê). A utilização do liquidificador e da peneira não é recomendada porque a criança está aprendendo a distinguir a consistência, sabores e cores dos novos alimentos. Dessa forma devemos oferecer cada alimento separadamente no prato. Além do que, os alimentos liquidificados não vão estimular o ato da mastigação.

            A partir dos 8 meses de idade a criança já pode receber gradativamente os alimentos preparados para a família, desde que sem temperos picantes, sem alimentos industrializados, com pouco sal e oferecidos amassados, desfiados, triturados ou picados em pequenos pedaços.

            Para finalizar, lembro ainda que o bebê deve receber alimentos quando demonstrar fome. Todavia horários rígidos para a oferta de alimentos prejudicam a capacidade da criança de distinguir a sensação de fome e de estar satisfeito após a refeição. No entanto, é importante que o intervalo entre as refeições seja regular (2 a 3 horas).

Atenção: Esta publicação tem caráter de orientação, não substituindo consulta presencial com profissional. Nesta, a criança pode ser avaliada individualmente, respeitando suas preferências e características particulares.


Referências:
 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos : um guia para o profissional da saúde na atenção básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2010. 72 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos).
 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009. 112 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 23).
 
 

 
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