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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Primeiros passos, Primeira queda!

Postado por Lívia Andrade às quarta-feira, abril 02, 2014 2 comentários




Ontem Henrique andou pela primeira vez 'sozinho', apoiado no sofá com um dos braços apenas! Eu fiquei "boquiaberta"! Eu não tenho fotos para registrar o momento, infelizmente, mas tenho tudo guardado na cabeça. Estou uma fase adepta do 'menos fotos, mais momentos': As vezes ficamos tão preocupadas em fotografar, que acabamos deixando de ver com os próprios olhos e vendo pelos 'olhos' da câmera! Principalmente, porque agora Henrique me vê, vê o celular e para de fazer o que estiver fazendo, caso eu coloque o celular entre nós dois!!

Hoje, ele estava fazendo a mesma coisa, já perto da hora de dormir, quando comecei a chamar minha mãe para ver. Assim que ela entrou na sala me virei pra trás e voltei a olhar pra Henrique, quando notei que ele começou a cair, mas foi tão tão tão rápido que (pela primeira vez) não consegui ter uma reação rápida o suficiente para evitar que ele caísse e batesse a cabeça na madeira lateral do sofá. Pra nossa sorte ele não bateu na quina, mas sim a testa na lateral.

Na mesma hora ele caiu num choro desesperador, de dar aflição em qualquer mãe. Tentei acalmá-lo, oferecer chupeta e dizia o tempo todo "doeu, tá doendo, mas eu estou aqui"... "vai passar, estou aqui"... Aprendi com a Encantadora de Bebês a não dizer "passou" se a dor ainda persiste e o bebê tem motivos (no caso, de sobra) para estar chorando.
Dei carinho e abracei muito, pedi desculpas e tentei não me desesperar, afinal, sempre soube que com os primeiros passos viriam as primeiras quedas, só não achei que seria tão rápido, nem que que seria a partir de uma desatenção minha.
Essa foi a pior parte, saber que uma desatenção causou tanta dor no meu filho - sentimento de culpa, comum a todas as mães que eu procuro sempre evitar, mas uma hora ele chega, com maior ou menor intensidade!


Na mesma hora, o galo já apareceu na testa, roxo todo!
Enorme pra uma testinha tão pequena!
O primeiro galo, já!
Perguntei a minha mãe se poderia colocar gelo e ela foi pegar. Enquanto eu acalmava Henrique, ela colocava o gelo, tirando e colocando novamente (não só pela agitação dele, mas para evitar que o gelo queime a pele).
Com o tempo ele foi se acalmando mais, mas se estressando mais com o gelo e tivemos que parar.
Eu consegui acalmá-lo com ajuda do bonequinho que ele elegeu pra naninha (falarei mais sobre ele em um post a frente).

Depois de ele bem calmo e se distraindo um pouco com as janelas e almofadas, levei ele pra rede onde o coloco pra dormir diariamente. Fiquei conversando e deixando ele abraçar a naninha. Ele finalmente dormiu. Aproveitei para ver novamente o galo, que apesar de grande já não está mais roxo, tem só um relevo redondo grande, que espero que esteja nada amanhã.

Uma hora depois que Henrique dormiu, passou a acordar chorando um bocadinho e resolvi dar um remédio pra dor. Agora ele dorme tranquilo e eu fico tentando repensar a cena e descobrir porque não consegui ter reação... Coisas que tem que acontecer... Acho que estava empolgada demais com a novidade de ele andar e na alegria, a reação ficou lenta: DISTRAÇÃO, num momento que eu não poderia ter, mas algo que ACONTECE.


De uma coisa o acidente serviu: já mudamos a posição do sofá, para impedir que a madeira fique junto dele e machuque Henrique novamente. Por mais que a gente leia e saiba normas de segurança, algumas coisas passam desapercebidas e devemos sempre repensar sobre elas quando o bebê passa a adquirir novas habilidades.

Sei que a culpa foi minha, mas não estou me sentindo tão "culpada"... há um pouco de dor por ver meu filhote sofrer, mas não há aquele julgamento inerente a culpa, sabe?! Repensar o fato me faz pensar em como evitar que aconteça novamente, não estou remoendo o momento.



Filhos não podem ser criados em bolha, superprotegidos de forma a impedir que eles cresçam, se desenvolvam e sejam crianças!
Infância envolve machucados, galos, joelho ralado!
CLARO, claro, que isso tá bem mais pra frente e que espero que por muito tempo esse tenha sido o único roxo que eu tenha visto na pele de Henrique (sonha não custa, né?!).
Mas o que eu quero dizer é que, infelizmente, uma hora nosso filho vai se machucar e temos que saber que simplesmente: isso acontece!
Independente de ser nossa culpa ou 'culpa' de outra pessoa, não adianta achar culpados ou remoer o fato, vale tirar como lição pra prevenir novos acidentes.


 E, caso o acidente aconteça, importante é estar lá (sempre que possível), junto do bebê, dando amor e carinho. Se o bebê está inseguro, precisa estar com quem ele se sinta mais seguro, que é com a mãe. Nada é mais eficaz que amor de mãe!

Beijocas.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O que estamos ensinando para nossos filhos? - Racismo

Postado por Lívia Andrade às quarta-feira, março 19, 2014 2 comentários
Quando penso em educar meu filho, penso em lhe ensinar amor e respeito ao próximo. Independente do mundo em que ele vive, quero que ele saiba que a fé move montanhas, que o amor tem poder, que alegria contagia.
Independente de quem esteja ao seu redor, quero que ele saiba que a verdade sempre vale a pena, que amizade é o que há de mais precioso, que confiança é algo que não se deve quebrar.
Talvez por tudo isso, me pareça absurdo pensar que existem pessoas que ensinam coisas ruins aos seus filhos, como preconceito.
Outro dia, na praia, um pescador me contava que um garoto lhe perguntou porque ele era negro. Ele explicou que existem pessoas brancas e pessoas pretas. O garoto, no entanto, retrucou que sua mãe disse que ele era um macaco.
As palavras dele me feriram, não apenas por imaginar o que ele poderia ter sofrido com tamanho racismo, mas, principalmente, pelo o que aquele garoto estava sofrendo e sofrerá.
Tive raiva de sua mãe. Que tipo de mãe não quer o bem para o seu filho? Lhe ensina uma superioridade inexistente? Ressalta as diferenças dessa forma, como algo negativo?
Quer ela criar um badboy, um monstro, um preconceituoso? Que pena. Não é isso que quero para o meu filho e espero que ele possa não cruzar com pessoas assim (sei que é praticamente impossivel, mas vale querer, não é?!).
Essa mãe nem pensa que ela só está fazendo o mal para seu filho, principalmente, porque maior mal o próprio preconceituoso sofre, quando tiver todos os dias que cruzar e conviver com negros. Pior será quando ele se deparar, o que claro que irá acontecer, com negros muito mais inteligentes ou melhores em qualquer aspectos com ele. Nossa, como ele sofrerá.
E a vida lhe ensinará o que sua mãe não ensinou e deixou que ele aprendesse da forma mais difícil, que não importa a cor da sua pele, mas sim, o que existe em seu coração.

Beijocas.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Babá - amor ou ciúme?

Postado por Lívia Andrade às segunda-feira, março 17, 2014 1 comentários

Antes de pensar em ter filhos, eu sempre ficava impressionada com mães que largam os filhos com as babás (usei o temo LARGAM para diferenciar das mães que deixam seus filhos com babá). Mas, também, sempre achei fundamental! A relação com babá é algo complicado? Eu sempre achei que sentiria ciúmes, mas precisaria controlar, afinal, com quem deixaria Henrique quando voltasse a trabalhar?
Uma coisa é você deixar alguém pegar seu filho sob sua supervisão, mesmo que discreta. Outra é você confiar seu filho, o que você tem de mais precioso, quem você mais ama, a alguém, quando você não estiver por perto. Você preevita encontrar a melhor pessoa do mundo! Mas ela não pode ser a melhor pessoa do Mundo para o meu filho, pois que lugar EU vou ocupar?!
Uma vez, numa clínica de exames, enquanto aguardava, vi uma mãe com dois filhos e uma babá. O menino, caçula, tentava beijar a mãe, que falou: "sai com essa babação". Ele, então, foi pra babá, para quem deu todos os beijos que a mãe não aceitou e disse 'eu te amo'. Choquei com a cena!! Fiquei os observando bestificada e pensando que aqui nunca seria assim (e não será mesmo). Talvez a coitada da mãe estivesse muito preocupada com a filha, que estava do?ente e aguardando para fazer algum ultrassom (essa foi a única explicação plausível que encontrei).
Mas, essa não é a única cena. Quantas vezes vemos pais e mães que nem sabem cuidar de seus filhos, só a babá sabe?!
Sei que muitos pais o fazem por necessidade, principalmente os profissionais autônomos, que não tem um garantia de licença maternidade. Não é todo mundo que tem uma mega licença maternidade como eu, que volto a trabalhar com Henrique já com 8 meses. Tem gente que tem carga de trabalho diária longa e tem logo que deixar seu filho com a babá ou na creche (que deve ser muito mais sofrido).
Mas, gente, mesmo se você passa o dia fora, quando chegar em casa, corre, aproveita seu filho, curte ele porque esse tempo passa logo e o amor que você semear agora, você colherá depois. E se você não der, talvez ele encontre em outros braços e você se arrependerá depois. Aí, pode já ser tarde, né?!
Bem, esse era meu pensamento. Ainda é, mas algumas coisas mudaram.
Eu não quis ter babá durante a licença. Ora, se eu precisasse de alguém para cuidar do meu filho, eu ia fazer o que? Realmente, eu não precisei, mas porque sempre contei com muita ajuda. Meus pais ajudavam sempre de manhã, enquanto estive em Garanhuns. E, quando cheguei em Recife, encontrei um anjo que me ajuda e me fez mudar de pensamento em relação às babás.
É difícil cuidar sozinha do filho. Por mais que meu marido ajude, ele tem plantões e não está sempre em casa. A rotina de mãe é cansativa demais. É difícil cuidar do bebê, ficar muito tempo sem trabalhar, ter pouco tempo para as amigas ou quase nenhum pra se arrumar. E ter alguém que lhe ajude nisso é bom demais.
Depois de uma noite exaustiva, pós vacina de 2 meses, eu não aguentei e fui dormir e deixei ele com Graça. Contratei Graça para me ajudar com a casa, mas ela já tinha sido babá e eu tinha ótimas referências e fui criando muita confiança.
Com o tempo, fui notando como Henrique estava louco por Graça. Dia após dia ele dava mais sinais. Se dá tão bem com ela, que se não posso ficar com ele, e Henrique está com Graça, fico tranquila.
Ele passou a sorrir para ela de um jeito lindo. E hoje em dia, quando ele a vê, agita as pernas pra andar! Tem dia que quando chega a hora dela chegar aqui em casa, ele começa a olhar pra porta! É muito fofo.
Dai, vendo todo esse amor dele por ela, refleti sobre todas as minhas posições (na verdade, meus medos) anteriores sobre babá! Sempre achei babá necessário, mas o problema era confiar totalmente e não sentir ciúmes.
Entendi que tudo que eu mais quero é que o amor dele por Graça aumente, que a relação seja muito duradoura e que ele não sofra com a dor da separação da babá! Algo que eu me lembro muito que sofri quando criança e mesmo tendo menos de 5 anos quando isso aconteceu comigo, tenho até hoje a imagem da babá indo embora e eu olhando da janela, com muito sofrimento.
Entendi que tudo que eu quero é que a babá do meu filho o ame e o trate com carinho. Que se assim for, estarei sempre tranquila.
Entendi que basta eu cumprir com meu papel de mãe, dar amor ao meu filho, brincar com ele,  e não existirão motivos para eu ter ciúmes de Henrique. Aliás, ao contrário, se eu amo o meu filho, tudo que eu quero é que ele esteja bem, com alguém que ele goste, enquanto não está comigo. Só assim poderei trabalhar ou viajar tranquila.
Boa semana e beijocas.

domingo, 2 de março de 2014

A Felicidade

Postado por Lívia Andrade às domingo, março 02, 2014 2 comentários
Oi gente! Hoje vim só explicar o porquê da minha ausência aqui sexta-feira.
Felicidade
Na quinta-feira tive a melhor notícia que poderia ter tido EVER! Eu vou morar em Garanhuns e agora, Brasília, só a passeio para visitar as pessoas maravilhosas que conheci lá e serei amiga FOREVER!

Dai, como meu computador queimou o disco rígido e ainda estamos decidindo se compramos um ou se consertamos o danado do quebrado, não consegui deixar post programado.
Na sexta-feira, quis só curtir muito meu marido e meu filho lindo, porque a licença maternidade da mamãe acaba junto com o carnaval.

Como tenho uma cirurgia pra fazer, ainda terei mais uns dias grudadinha nele, mas antes disso tenho 3 dias de trabalho e terei minhas primeiras noites longe dele (não faz sentido levar ele pra cima e pra baixo pegando estrada). Serão apenas 2 noites e não serão seguidas, mas já to com tanta saudade que ta difícil desgrudar.
 
Pra piorar, ele ainda tá com otite e os dentes superiores centrais estão rompendo. Por conta disso, não come bem há dois dias. E pro gordinho recusar comida, o negócio é feio.
Hoje passou uma hora se divertindo com os mordedores gelados.
Ainda assim, com tudo isso, eu estou tão bem, tão feliz, que ele está ótimo! Ele dormiu a primeira vez sozinho no berço (e sem choro, claro - embora isso não tenha se repetido as duas noites seguintes!), brincou em dois bloquinhos de carnaval (bem, ele olhou com curiosidade ao menos), tem aprimorado a arte de brincar sozinho, seja no carro, no tapete ou no berço.
Isso porque felicidade é contagiante, quanto mais entre mãe e filho! Do mesmo jeito que falei no post Eu Não Consigo Cuidar desse Bebe que o nosso estresse prejudica nosso filho, a nossa alegria o ajudas!
Muitas felicidades pra vocês, bom carnaval e amanhã estou de volta atualizando o blog, sem falta, ok?!
Beijos e bom domingo.

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