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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A dificil decisão de Engravidar

Postado por Lívia Andrade às sexta-feira, agosto 22, 2014 0 comentários


decisão de engravidar

Eu e meu marido sempre quisemos ser pais logo. Acho que curti bem minha adolescência, achei o homem perfeito para ser pai dos meus filhos e não queria esperar! Não queria esperar para ser mãe aos 35 "curtindo muito a vida de casados", como a maioria das minhas amigas dizia. Aos 35? Quem sabe o estado da minha coluna até lá? Além disso, eu não quero apenas um filho, e o segundo viria quando, aos 38/40? 
Eu não posso pensar em engatinhar aos 40... além de disposição física para fazer tudo que tenho direito com meu filho, quero ter disposição física e mental para fazer com os netos! E ter filhos mais tarde seria, também, poder ir embora sem ver os meus netos crescerem e isso eu não gostaria que acontecesse (sei que não depende da idade que eu tiver filhos, mas quanto mais tarde, mais difícil será).
Parece meio trágico meu pensamento, mas trágico mesmo é pensar que filhos impedirão de curtir o marido e a vida.
Não vejo problemas em ter filhos mais tarde, mas essa não foi a minha opção.
Ora, os primeiros meses são difíceis, mas também são meses de curtir a vida, o bebê, apenas a curtição é diferente, com mais responsabilidade e muito mais amor. 


 
A palavra família sempre significou muito pra mim. Meus pais tiveram filhos cedo e isso não significa que eles não curtiram sua vida como casal, ao contrário, na época da dureza financeira nós estávamos crescendo e quando a vida econômica ficou estável, com a colheita do fruto do trabalho, eles puderam viajar muito e nos deixar com a vovó ou simplesmente, e muitas vezes, nos levar juntos sem isso ser sinônimo de muuuuito trabalho.


Graças a Deus, meu marido sempre teve o mesmo pensamento.  Além disso, a profissão dele impede que nesses primeiros anos de casado possamos viajar muito, então, já que não poderemos fazer isso agora, é um bom momento para ter filhos! :)


Nós já tínhamos experiência da vida de casados, experiência necessária antes de se ter um bebê e bagunça-la um pouco! E já não éramos nenhuma criança, eu tinha 26 e ele 27. Nós conversamos muito sobre isso. Ele já queria filho há algum tempo, mas acho que essa é uma decisão que cabe muito mais à mulher. É algo que a mulher tem que querer e não ser pressionada pelo homem, afinal é ela que terá todas as mudanças no seu corpo, que terá sua vida profissional afetada. 

Pai, se quiser, não tem a vida afetada. Se quiser mesmo ser Pai (sim, se ele quiser!) sua vida mudará, mas a nossa mudará muito mais. Eu vejo isso também pela maioria das conversas sobre o assunto com o meu marido: Enquanto ele fazia cálculos com as tabelas orçamentárias, eu pensava nas alterações para minha vida profissional, na pausa ou interrupção nos estudos para concursos, nas mudanças de hábitos. Mesmo assim, chegamos a mesma conclusão, nós queríamos ter um filho.

Suspendemos os métodos contraceptivos após o casamento religioso, em 13 de outubro de 2012. Minha intenção era não contar pra ninguém, uma forma de não ter pressão, nem censura. Pressão que poderia me deixar emocionalmente frágil e prejudicar minha fertilidade (não sei se isso é fato, mas sempre acreditei nisso). Censura porque, digamos, nossa vida não era tão comum para um casal. Nós morávamos, há 1 ano, em cidades diferentes devido aos concursos que passamos. Isso era muito sofrido, mas decidimos enfrentar uma gravidez nessa situação mesmo, pelo menos teríamos as férias e licença maternidade e depois eu esperava que houvesse pouco tempo para voltarmos a morar juntos. E eu não queria ninguém nos chamando de loucos e nos criticando por querer ter filhos nessa situação, então, não contar sobre as tentativas de engravidar era indispensável.


O incrível para nós é que menos de um mês depois descobri a gravidez, mesmo tendo acabado de parar o anticoncepcional e estando com o ciclo completamente alterado.  Ainda bem que nunca tinha descuidado da prevenção antes, porque “eita fertilidade boa”!! A notícia pegou praticamente todo mundo de surpresa!

Se grávida eu já estava feliz com a decisão, agora, com Henrique com pouco mais de uma ano, tenho certeza de que fizemos a melhor opção e que filhos não impede de curtir a vida! 
Claro que eu fiz uma opção e tive que abdicar de algumas coisas (mas isso é assunto para outro post), mas quando você sente o bebê mexer na barriga e depois ver o sorriso do seu filho, apenas tem mais certeza que a escolha foi certa.

A vida não dá uma pausa porque se tem filhos, ela ganha um novo, e muito melhor, sentido!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Encantadora ou Adestradora de Bebes? - Parte 1

Postado por Lívia Andrade às sexta-feira, junho 13, 2014 0 comentários

Sempre adorei blogs. Por isso, quando descobri a gravidez, foi o primeiro lugar que recorri para aprender mais sobre a gravidez e como ser uma boa mãe.

Embora exista todo o nosso instinto materno, ninguém nasce sabendo como criar um bebê.
Mesmo com todas as nossas brincadeiras de casinha, todo mundo precisa aprender a ser mãe.

Claro que não é algo que se lê, se decora, se faz um teste e pronto, se vira uma boa mãe! Claro que não! Mas leitura é algo bom pra tudo, até pra gente aprender a ser uma boa mãe!

Pra mim, nada é mais valioso do que a experiência de quem já passou por isso! Imagine! Claro que eu não compraria um livro de um homem ensinando a ser uma boa mãe! Experiência, nesse caso, vale bem mais do que a teoria!!!

E não foi por outro motivo, que antes de comprar um livro, decidi, através da experiência de leitura de outras mães, escolher qual o livro que compraria e estaria na minha mesa de cabeceira pelos próximos meses!!!
E eu queria apenas ler 1 livro! Acho que existem tantos livros, tantas ideias diferentes, loucas e contraditórias, que ler mais de um livro embaralharia minha cabeça e eu queria apenas um guia, não mais interrogações!

Sabe aquela história de ler o resumo pra ver se o livro inteiro é bom? Foi mais ou menos isso que fiz, vasculhando dicas de leituras em blogs.

De cara exclui os livros que nos 'ensinam' a deixar o bebê chorar sozinho no berço para que aprenda a dormir!

Excluindo eles, conheci o livro A Encantadora de Bebês.



Muitos blogs falam muito mal e chegam a chamar a Tracy Hogg de A Adestradora de Bebês. Porque?

1. ROTINA

Para alguns é extremamente difícil entender a rotina que ela procura estabelecer para os bebês!
A Tracy propõe o EASY de 3 em 3 horas, que consiste em o bebê Comer, Fazer atividade, Dormir e, finalmente, a mãe ter tempo para ela mesma!
Bem, primeiro, da minha leitura do livro, não considerei que há uma rotina rígida. Ao contrário, ela considera que variações de horários são normais nas crianças, mesmo após muito tempo de rotina. Também mostra que certos bebês podem não se adaptar a essa ordem das coisas e você pode inverter. No início, Henrique não conseguia seguir o EASY porque acaba as mamadas morto de cansado e, normalmente, a atividade vinha após o sono.
Qual o benefício dessa rotina estruturada? Se o bebê já comeu, você limpou a fraldas, fez atividade e ele começa a chorar, há uma grande probabilidade de que esse choro seja apenas sono! Se ele acordou, depois faz atividades e está limpinho (sem fralda suja), possivelmente é fome o choro!
Essa rotina me ajudou muito a entender melhor o choro de Henrique, mas, claro, tinha dia que funcionava perfeitamente, tinha dias que não! E nos dias que a rotina não funcionava, eu ficava louca achando que não conseguia ser uma boa mãe, desesperada porque quando tudo parecia estar andando certo, as coisas desandavam... Até que passei a identificar os Impulsos de Crescimento, graças também a Tracy (explicarei logo mais embaixo).
Por mais que se critique esse ponto do livro, todo mundo segue ao menos uma rotina na hora do bebê dormir! Isso é muito bom para o bebê!


2. A FAMA

Bem, muitas pessoas se quer chegam a ler o livro e saem julgado! Já escutei muita gente falando que não leu o livro porque é contra deixar o bebê chorando. Sei que muito livros, como o Nana, Nenê, é a favor do 'Choro Controlado". Neste livro, se recomenda que se deixe o bebê no berço ainda acordado e se dê boa noite ao bebê, saindo do quarto em seguida. Mesmo em caso de choro, você deve apenas entrar no quarto a intervalos regulares, para dizer à criança que está por ali, dando confiança e saindo novamente.
Não! Não! A Tracy não é a favor disso e foi isso que me fez comprar seu livro! Ela entende que deixar chorar no berço quebra a confiança e restabelece-la é extremamente complicado!
Ela entende bom para o sono da criança que ela seja colocada no berço ainda acordada (o consigo poucas vezes), mas você deve continuar ali, seguindo com o chiadinho no ouvido e as tapinhas nas costas (eu continuo com o chiadinho e apenas com a mão sobre ele), até ele dormir. Você não deve sair antes do quarto, caso contrário, o bebê despertará e você recomeçará todo o processo novamente.

3. ALIMENTAÇÃO CONTROLADA

Ora, especialmente hoje, com a ampla aceitação da Livre Demanda do Peito, que consiste em colocar o bebê para mamar sempre que ele quiser, é difícil entender como um bebê deve ser colocado em uma rotina rígida, controlando sua alimentação de 3 em 3 horas!
Bem, para quem, como eu, infelizmente, teve algum problema com amamentação e teve que dar a mamadeira para seu filhote, é simples demais entender a rotina de 3 e 3 horas, porque ela é aconselhada por todos os Pediatras.
Como a mamadeira é muito mais fácil de ser sugada do que o peito materno, o bebê mama mais facilmente, mais rápido e portanto, pode engordar facilmente.
Aqui em casa, mesmo com todo o controle das 3 em 3 horas desde que Henrique saiu da maternidade, ele ganhou ao menos 1.5 kg em cada mês durante os 3 primeiros meses e estava obeso! Sério, obeso!

Vê só a diferença de trabalho da musculatura, especialmente, da língua do bebê, quando toma o leite na mamadeira e quando é amamentado no seio:

a. Na mamadeira
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?707
 b. No Seio Materno
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?707

Então, pra quem já tem que seguir a restrição no horário de alimentação do filho, a rotina de 3 em 3 horas é um imposição natural e a sugestão do EASY só facilita isso!

Mas o mais importante desse post pra mim, não é dizer em que as críticas não pesaram na minha adoção deste livro. Não é simplesmente explicar que tudo que a gente lê deve ser lido com olhar crítico. Ninguém vai pegar um livro e absolver todas aquelas ideias pra si, sem ao menos refletir sobre elas (tá, tá bom, ninguém deveria fazer isso e não foi isso que fiz!). O mais importante é explicar como o livro me ajudou e explicarei isso detalhadamente na próxima semana!!! Aguardem que vale a pena!!!

Beijocas e bom fim de semana.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Prazer da Leitura

Postado por Lívia Andrade às quarta-feira, fevereiro 05, 2014 2 comentários
Eu sempre tive dificuldade em falar com a minha barriga - talvez lhe soe insensível falar assim, afinal tem um ser lindo e seu lá dentro, mas era assim que eu sentia. Até por isso, próximo do quinto mês de gestação, eu comprei um livro para ler histórias para Henrique, como forma de estabelecer um maior vínculo entre nós ainda na gestação.

Eu já tinha lido que além de ser uma forma de comunicação com o bebê, é uma forma de criar o hábito da leitura. E era assim que esse post ia se chamar, O Hábito da Leitura, só que, enquanto escrevia, percebi que o que sempre quis e quero com tudo isso é criar um prazer em ler, não um simples hábito.

Ainda grávida, o livro que escolhi foi um de contos para dormir, 3 minutos de leitura que li quase todos os dias até Henrique nascer.


Dizem que o que o bebê escuta várias vezes na barriga, o acalma quando nasce. Por esse motivo que o famoso som do útero acalma os bebês com cólica. Então eu escolhi um conto desse livro para ler todas as noites.

Li vários até escolherR inóquio, um conto divertido e inteligente, que estimula a criança a disser a verdade, ser corajoso e caridoso. Eu estava procurando algo que gostasse de ler repetidas vezes e que tivesse uma mensagem boa.

Mas, depois que Henrique nasceu, cheguei a ler o conto apenas 3 vezes! É, quando o bebê nasce são tantas coisas, que algumas que tinhamos programado, simplesmente ficam de lado ou esquecidas! Infelizmente, não posso dizer que surtiu efeito ler todo esse tempo antes, da primeira vez que li pareceu fazer sim, mas uma vez é pouco pra afirmar que faz um efeito calmante!

Apenas quando Henrique completou 2 meses, ficando mais tempo acordado, 'lembrei' da leitura! O livro que tinha comprado na gestação, no entanto, não servia, pois tem folhas finas e leves, que logo logo poderiam ser rasgadas e babadas ou, ainda pior, fazer aquele chato corte do papel.

Eu já estava atrasada e queria recuperar o tempo perdido.

Comprei na Zastras 2 livros muito bons:

O Cãozinho é um livro cheio de cores e muito interativo, que sobe página, abre coméia, aparece aranha.

Ele promete ensinar, para crianças maiores, formas cores números e contários.

Ele encanta Henrique. Se no começo ele ficava quieto e atento, hoje ele se diverte, sorri, pega o livro, abre a colméia, puxa quando acabo de ler a história.


Henrique gosta tanto dele que, há pouco, meus pais me deram um igual, mas com outro título: No Fundo Do Mar.


O outro que comprei, é esse 'Cadê o meu elefante?', que tem texturas diferentes em cada página, para que o bebê toque e aprenda.

Também muito interativo, mas é menos, tem menos cores e Henrique ainda não tem iniciativa para pegar nas texturas, nem deixa facilmente eu colocar sua mão.

Ainda assim, gosta e presta atenção na história.


No inicio, eu lia todos os dias no fim da tarde, como parte da rotina para dormir. Hoje, no entanto, as vezes fica tão complicado a rotina de dormir, tenho que sair para ele não dormir antes, que as vezes esqueço da leitura. Daí, já faz uma semana que passei a incluir a leitura na nossa manhã. Quando ele acorda, pego o livro e leio. Quando acabo, digo FIM e coloco na frente dele. Se ele pegar no livro novamente, releio. As vezes para parar de ler tenho que chamar a atenção para outro brinquedo. Mas adorei a mudança de horário, porque assim ele não vai associar a leitura ao sono, mas sim a um momento de disposição e uma hora de muita diversão.

Henrique gosta tanto da leitura e eu curto tanto esse momento que não me contenho e toda vez que vou numa loja de brinquedos, se tiver livro, compro. Não que ele precise de tanta variedade, mas eu sim!

Quando Henrique fez 3 meses e fui comprar o presente de dia das crianças, não aguentei e além de um livro de banho, comprei um livro de som:

Bichinhos do Barulho - Histórias do Sítio
Esse livro é ótimo e com o tempo você adequa a leitura ao bebê. Antes lia e, com o cansaço de Henrique, ele ficava mal-humorado até que eu chegasse ao fim da história, por isso, as vezes pulava uns sons.
Hoje, eu leio tudo e ainda repito os sons, é a parte que ele mais gosto.

Também comprei um livro fantoche:


Ele é bom, a historia rima, é para interagir.. Mas eu sou alergica e super sensivel. O atrito do meu pulso no local onde se coloca o braço para mexer o fantoche, faz minha pele ficar vermelha, dói... Daí eu não uso mais esse livro.


Esse mês, Henrique ganhou mais um livro.

O que adorei nesse livro, é que ele acontece na mesma fazenda do livro Bichinhos do Barulho, que mostrei acima.
E uso nele os barulhos do outro livro e o nome dos bichinhos, para aumentar a história e começar a inovar no livro, ter criatividade para incrementar o enredo - coisa que ainda tenho dificuldade.
É como se eu estivesse aprendendo a ler além do que está escrito.
To aprendendo com Henrique, afinal, ele 'lê' tudo, menos o que está escrito, né?!


E o bom, é que ele tem uma historia maior do que os outros livros e será muito importante também em outros momentos da vida do meu filhote.
E olha que ele consegue ouvir toda a história.

Eu fico super feliz, cada vez mais ele mostra como gosta dos momentos de leitura, ficamos mais tempo lendo e eu sinto mais prazer em ler.

Espero que ele continue gostando cada vez mais dos livros.

E vocês, que livros leem para os pequenos? Quero dicas de outros títulos, hein?

Beijocas.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Descobrindo o sexo

Postado por Lívia Andrade às sexta-feira, janeiro 24, 2014 6 comentários
Assim que engravidei, decidi que faria a Sexagem Fetal - exame ultra moderno que detecta o DNA do filho no sangue da mãe e verifica a presença de cromossomo Y. Se tiver o tal cromossomo, é menino, se não, é menina!


Esse exame pode ser feito a partir da 8ª semana! E eu, apressadinha, estava disposta a pagar caro (o plano de saúde não cobre) para saber antes!!

Só que nem tudo acontece como a gente quer! Para não ter risco de dar um 'falso feminino', como eu não sabia exatamente a data da gravidez (na verdade, a da minha menstruação para fazer a contagem correta), resolvi esperar até a 9ª semana!

Na 9ª semana fui fazer o exame. No caminho passei mal! Voltei pra casa vomitando! Lembram que já falei que não morava junto com meu marido a maior parte da minha gravidez? Pois é, tinha que ir ao laboratório sozinha em Brasília. Tentei mais umas 3 vezes e não consegui.
Em Recife, tentei novamente fazer o exame, mas era mais de 100 reais mais caro e achei um absurdo!


Nisso as semanas foram passando e cheguei a 11ª semana. Desisti, afinal, talvez o médico já conseguisse ver no ultrassom da 12ª semana. Estava com meus pais nesse ultra, em Recife, pois Gustavo não pode ir, estava trabalhando. Mas... Não deu! Meu bebê estava com as perninhas bem cruzadas!! Fiquei tristinha, mas tudo bem!

A obstetra me sugeriu repetir a ultra só na 16ª semana, para não criar mais ansiedade e ser frustrada novamente. Por mim, teria feito a ultra na 14ª semana, mas não faz sentido ficar fazendo tantas ultrassons e sem a certeza de ver o sexo!

Esperei! Infelizmente pela data, tive que fazer o ultrassom em Brasília, sem meu amor ao lado. Achei péssimo e triste não tê-lo nesse momento, não compartilhar esse momento, mas não tinha o que fazer. Normalmente só ia a Recife nos fins de semana, o que dificultava a possibilidade de fazermos o ultrassom juntos!

Então, uma amiga foi comigo. Conheci-a há pouco tempo, mas ela foi um amor e teve toda a disposição de ir comigo para um laboratório longe pra caramba da casa dela! No caminho, muita coisa já passava na minha cabeça!!

Eu sempre disse que queria ter uma menina, até engravidar! Antes de eu saber, quando voltei da lua de mel e ia para casa de taxi (21 km pra pensar sozinha), me bateu aquela sensação de que estaria grávida e de que teria um menino (e que seria gostoso como está sendo!). Pensei até nos possíveis nomes! Curti os pensamentos e depois deixei pra lá! Mas hoje acredito no sexto sentido materno!!!

Deixei mesmo pra lá, não pensei mais no sexo. Estava gostando do suspense. Existia uma grande expectativa até a 8ª semana, mas depois passou. A partir daí, no entanto, parece que o mundo inteiro passou a me perguntar qual sexo eu preferia. Sempre me suou 'clichê' dizer que não importava o sexo, importante era a saúde, mas era EXATAMENTE isso que eu sentia! Não tinha nenhuma preferência!

Mas aí, aquela cobrança novamente de todos para que eu tivesse uma preferência!! Já pensou?! Gente, isso é muito chato, não façam isso com nenhuma grávida!! Por mais que eu não tivesse preferência, todo mundo que vinha falar comigo só me perguntava isso e, claro, me fazia pensar nisso!!

Não achava uma vantagem em um sexo ou outro! Eu não queria uma menina pra arrumar mais, pela roupinha, isso não me atraia! Agora que sou mãe de um garotinho vejo que isso não faz a mínima diferença, pois super me divirto encontrando roupinhas maravilhosas pra meu filho, blusas sociais, calças jeans lindas, fantasias, gravatinhas, óculos, sungas!

Só que, não tem jeito, quando você é perguntada 10 mil vezes por dia sobre a mesma coisa, você pensa muito nisso! Inevitável, eu achei uma diferença! Normalmente (toda regra tem exceção), mãe de menina tem uma companheira sempre e especialmente no futuro. Meu marido mesmo, passa todas as datas especiais com minha família. E essa conclusão foi a mesma que eu e mais 6 amigas chegamos em uma confraternização, comparando com seus maridos/noivos/namorados e irmãos!
Enfim, no dia do ultrassom, o médico perguntou "quer saber o sexo?" e lembro da minha resposta como e fosse hoje "estou aqui pra isso!". Ele sorriu e falou: Que bom, porque já estou vendo que é um menino aqui!
É horrível pra mim confessar, mas quando ele falou veio sim um pouco de frustação, falei: "um menino, o pai vai adorar!" Tipo, porque eu não falei, eu adorei?!!! Porque eu tinha criado uma expectativa depois de tanta pressão para eu decidir o sexo! Me senti mal por ter criado essa expectativa boba no mesmo segundo! Logo essa frustação passou, mas fiquei me sentindo mal por não ter curtido de imediato ser um menino, ainda hoje me sinto um pouco mal!
 
Isso passou logo e poucos minutos depois já estava feliz de ser mãe de menino! E dando a notícia para todo mundo! Na minha casa são 3 mulheres, então esse menininho era desejado por todo mundo e vai reinar (tá reinando!!!)! E que marido não é louco por um primogênito?!

Conversando com outras mães de meninos, elas sempre dizem que os meninos são mais apaixonados e admiradores das mães!
 
 
Henrique está com 6 meses e já amo ser mãe de menino, assim como a Letícia Thompson, autora de um texto muito famoso que circula nas redes sociais:
 
"Ser mãe de menino é aprender a jogar bola, brincar de carrinho, peão e futebol de botão e pensar... Por que não fiz tudo isso na minha infância se é tão divertido? É aprender o nome de diferentes tipos de caminhões, carros, aviões e demais veículos. Conhecer todos os super-heróis pelo nome, uniforme e superpoderes. Ser camarada de monstros, lobos, vilões e demais seres fantásticos, é ser pirata, motorista, piloto de avião, super-herói e dinossauro. É assumir papel de herói ou vilão, e se preparar porque a cada dia tem uma nova emoção. Ter pique para jogar bola e correr e jogar bola e correr e correr e correr e correr e correr mais um pouco. Ser mãe de menino é sentir-se uma princesa protegida de monstros e bicho papão, pois tenho um príncipe valente que não me deixa na mão; é descobrir que a cor azul é tão linda quanto a rosa, é ganhar beijo na boca, ter a face acariciada e ser chamada de linda, muitas vezes ao dia. Ser mãe de menino é ouvir das pessoas que o sexo masculino é estúpido e mal educado e, provar com muito carinho que isso dependerá muito da educação que ele vai receber! Eu AMO ser mãe de menino!"
 
Eu sei que amarei tudo isso, até porque fiz boa parte disso na minha infância! Eu amo meu filho e amo ser mãe de menino!!
 
Mas, acho que não é melhor menino ou menina, acho que existem filhos e filhas que transformam isso ou aquilo em melhor e que há mães e mães que transformam tudo em o melhor!
 
Bom fim de semana e Beijocas!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Escolhendo o nome

Postado por Lívia Andrade às sexta-feira, janeiro 17, 2014 1 comentários


Hoje, depois de um dia monitorando a temperatura de Henrique após a vacina de 6 meses, fiquei sentimental!

Resolvi, então, mudar a programação do blog e contar um pouquinho mais sobre a maternidade em si!

Não se preocupem, não vou dissertar sobre maternidade, mas apenas contar um pouco sobre um momento importante da nossa gravidez, uma de nossas primeiras demonstrações de amor e carinho para o nosso bebê: A escolha do nome.

Escolher o nome de Henrique não foi fácil! Demorou, mas foi um processo gostoso!

Eu e meu marido moramos em Estados diferentes (infelizmente e horrível), por circunstâncias profissionais e desencontros momentâneos, esperamos. Por isso, infelizmente, não curtimos a gravidez da mesma forma que a maioria dos casais. Mas, para evitar que essa distância se tornasse ainda maior, decidimos escolher o nome juntos, depois de descobrir o sexo!
O combinado era que nenhum dos dois olharia nomes sem o outro junto!

Ocorre que eu era louca pra fazer a sexagem fetal (exame de sangue que detecta o sexo do bebê a partir da 8ª semana, descobrindo a presença de cromossomo Y no sangue da mãe, caso seja um menininho). Mas minha gravidez não foi fácil, tive muitos sintomas desagradáveis e não consegui ir no laboratório. Como demorou, resolvi esperar pelo ultrassom, mas a ultra da 12ª semana não viu nada...
A obstetra me indicou que esperasse até a 16ª semana para fazer o próximo ultrassom e, nossa, como a ansiedade cresce. Cresceu tanto que desapareceu e nem fui ansiosa saber o sexo!

E a demora foi tanta que acabamos olhando listas de nomes de sites diferentes e não entrando em acordo para se fosse um menino, mas escolhendo um nome para a menina: Laís.

Pra gente e o importante mesmo era os 2 escolher, nada de um escolhe o primeiro e o outro o segundo, tinha que ser um acordo. E além disso, o significado do nome era fundamental!

Não gosto do significado do meu nome: Lívia = Pálida!

Acho uma frustação o filho, em determinada etapa escolar quando todos os amigos querem saber o significado do nome, descobrir que o nome dele significa... PALIDA... tudo isso! :/
Não foi nada traumatizante, ainda gosto do meu nome (não do significado), mas, não queria isso pro meu filho e acho que o significado do nome fortalece o bebê! :) Doidices! Mas, quem duvida?

Bem, na 16ª semana (um dia conto detalhes sobre esse ultrassom), descobrimos que era um menino!!!
Esperamos até a primeira viagem e fomos olhar novamente a lista de nomes. Não chegamos a um acordo! E peguei o avião de volta sem saber como meu filho se chamaria.

Durante a semana, fiz uma lista reduzida (a ordem é alfabética, tá?!) e hoje consegui achar o e-mail pra mostrar aqui:

"Li toda a lista de nomes masculinos da crescer e gostei desses:

CONRADO - Refere-se a “conselheiro sábio, prudente”, do germânico Kuonrat.

DAVI - Vem do hebraico dawid e quer dizer amado. Na Bíblia, Davi venceu o gigante Golias e se tornou rei de Israel

HENRIQUE - Forma aportuguesada do germânico Heimric, “rei ou senhor da casa”. Foi o nome de muitos reis ao longo da história.

JONAS - Quer dizer pombo, do hebraico Yonah. Nome de um profeta bíblico.

LUCA - Forma italiana de Lucas. Vem do grego Loukas, que significa “natural da Lucânia”, província italiana. Na Bíblia, é como se chama um dos doze apóstolos de Jesus.

Você gosta de algum, amor?"

Relendo a lista fiquei surpresa que Jonas estava ali! Luca eu mesma tinha medo de colocar e do meu filho sofrer bullying dos coleguinhas perguntando "Tua mãe esqueceu o 'S'?" ! Não quis essa culpa!! ahahahahah Adoro o nome, mas não consegui!

Lembro que o e-mail retornou apenas com as 3 primeiras opções, sem nenhuma decisão.

Esperamos a próxima viagem, sob muita pressão de todos que não entendiam como a gente não tinha escolhido e queria saber sobre quais estávamos em dúvida. Não falei. Queria sempre que a decisão fosse minha e do meu marido, sem interferências.

Finalmente, nos encontramos novamente, no carnaval, e conseguimos escolher. A decisão foi conciliatória, Henrique era a minha segunda opção e a segunda dele também, mas era o nome que nos dois gostávamos! Gostamos porque é forte, tem um lindo significado e é simples sem ser comum demais!

Decisão tomada, nome na Certidão de Nascimento e hoje não imagino que outro nome meu filho poderia ter! Ele tem cara de Henrique!! :)


Abaixo segue alguns endereços de nomes para bebês, para quem ainda está na dúvida ou vai passar por essa fase:

Baby Center: Os 100 nomes de bebês mais usados em 2011
Abril: Nomes de bebê de A a Z
Guia do Bebê: Lista de nomes com significado, origem e numerologia

Bom fim de semana e Beijocas.
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